Um Picasso na Palestina: para a arte, não existem fronteiras
Muita gente achou que seria impossível. Mas, desde a semana passada, uma das obras de Pablo Picasso está sendo exibida em uma das regiões mais conflituosas do mundo. A prova de que, para a arte, não existem fronteiras.

Na última sexta-feira (8 de julho), a obra Buste de Femme, de Pablo Picasso, foi pendurada em exposição em uma pequena escola de artes plásticas em Ramallah – na Palestina - e passará lá um mês, em exposição.
A tela cubista, avaliada em US$ 7,1 milhões (em torno de R$ 11 milhões), é a prima obra-prima de um pintor renomado a ser exposta em território palestino. Mas o feito exigiu muito suor e paciência: levou dois anos para que Khaled Hourani, diretor da Academia Internacional de Arte de Ramallah, conseguisse levar a obra à sua terra natal.
Hourani viu a pintura pela primeira vez em 2008, na Van Abbemuseum de Eidhoven, nos Países Baixos. Imediatamente, pensou em expô-la em Ramallah. “Começou como uma ideia maluca de trazer uma obra-prima europeia para uma área de guerra, mas eu não estava brincando” ele contou, em entrevista ao the Guardian.
Não é comum o empréstimo de obras a museus situados em territórios ocupados, que não sejam países reconhecidos - e a Academia de Arte de Ramallah sequer trata-se de um museu reconhecido.
Na semana passada, a pintura foi colocada em uma caixa-forte de 200 quilos e levada de Amsterdã a Ramallah, passando pelo check point de Qalandia, onde a carga foi inspecionada por policiais isralenses.
Esperamos que essa não seja a última vez que uma obra-prima chega a solo palestino, mas apenas a primeira.
“Queremos que isso se torne uma coisa normal, mas é a última vez que farei isso” disse Hourari. “Me levou dois anos para trazer uma única pintura, mas agora o tabu foi quebrado, e será mais fácil trazer outras.”

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[...] in Rio 3, de 2001, por Marcelo Costa (aqui) – Fala Cultura: Como Picasso foi parar na Palestina (aqui) – Tusq: “Nós tocamos rock/indie com elementos psicodélicos” (aqui) – R7: Pela [...]
E você, o que acha?




A Arte rompe fronteiras! Legal!!
Sim, Ana! E esse caso é especialmente legal, pelo fato da arte ter ido para um país que sequer é reconhecido como país.
Ou seja, fronteiras que não são transpostas pela política podem ser pela arte!